quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Todo apoio à luta dos companheiros do Pinheirinho

A situação em São José dos Campos é muito grave, mulheres e homens trabalhadores e crianças feridas, numa ação comandada pela Policia Militar respaldada pelos governos estadual e municipal do PSDB

Descumpriram a decisão da Justiça Federal  que proibia desocupação, invandindo o Pinheirinho no início da manhã de ontem.

São aproximadamente 9 mil pessoas que vivem há oito anos no Pinheirinho.

A repressão imposta pelo Estado, através dos governos estadual e municipal e da juíza Marcia Loureiro que usam suas canetas para garantirem os interesses da burguesia deixa sua marca nos corpos, mas não abateu a firmeza dos companheiros em continuar a luta.

É fundamental nossa solidariedade ativa como classe: participando dos atos que estão acontecendo em várias capitas do país e tomando iniciativas nos locais onde estamos, através de assembléias, mobilizações, espalhando a notícia em nossos materiais.

No jornal anexo os companheiros têm informações sobre o histórico da Ocupação e sobre a situação desde o dia de ontem.
Acesse o Jornal

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Nem terror, nem religião, nem pequenas reformas democráticas: a classe trabalhadora se movimenta no Oriente Médio por muito mais

Há pelo menos 20 dias no Oriente Médio, mulheres e homens em sua maioria absoluta trabalhadores, jovens e crianças paralisaram a maior parte da produção, da circulação de mercadorias e dos serviços, suas exigências: contra a carestia, por trabalho e melhores condições de vida e trabalho.
As manifestações começaram na Tunísia e logo chegaram ao Egito. No Cairo as principais ruas da cidade, além de outras cidades como a Alexandria, Suez são ocupadas por um mar humano em movimento. Trabalhadores que se revezam durante o dia e a noite para enfrentar o governo de Hosni Mubarak, fiel escudeiro dos EUA, que tinha no Egito um de seus principais aliados no Oriente, para seguir defendendo Israel e sua política assassina contra a Palestina.
O Capital e seus instrumentos rapidamente tentaram ocultar do mundo a importância das manifestações, mas não conseguiram, pois as mobilizações cresceram a cada dia.
Os setores organizados do islamismo no Egito como a Irmandade Muçulmana participam das manifestações, mas não as dirigem e mais do que a queda do presidente e reformas democráticas, a imensa maioria que está em luta tem como exigências principais tudo que se choca com os interesses da burguesia. Reivindicam melhores condições de vida e trabalho, denunciam o aumento do preço dos alimentos, exigem mais direitos aos trabalhadores.
Às vezes pode demorar, mas a classe trabalhadora vivendo na pele os efeitos da ação do Capital mais dia menos dia se coloca em movimento contra esse sistema que sobrevive na exata medida que aumenta o grau de exploração e miséria dos trabalhadores.
O exemplo dos trabalhadores na Tunísia e no Egito começa a se espalhar para várias regiões do Oriente Médio e Norte da África tanto é assim que as monarquias que ainda existem por lá como no caso do Jordânia, já estão substituindo seus ministros.
Os EUA que tanto adoram acusar Cuba de ser uma ditadura no caso do Egito, não reconhecem Mubarak como ditador, mas sim com um parceiro servil aos seus interesses estratégicos na região e agora tentam a todo custo emplacar o vice do presidente, ou seja, a troca de seis por meia dúzia.
OS PALESTINOS NÃO ESTÃO SOZINHOS
As mobilizações que agora acontecem no Egito e países vizinhos, fortalece a luta dos palestinos que há décadas se movimentam por sua auto determinação, por direitos e pela vida. Sua resistência e persistência contra o genocídio provocado por Israel com o apoio do EUA, certamente são um exemplo para nossa classe que se coloca em luta no Oriente.
AS FRONTEIRAS TENTAM NOS DIVIDIR, MAS A CLASSE NOS UNE
Por mais que o Capital e seus Estados tentem nos dividir em categoria, formais e informais, imigrantes, nacionalidades, o movimento da classe trabalhadora nos une.
Nossos irmãos trabalhadores no Oriente Médio se organizaram e se colocaram em movimento por demandas que não são uma particularidade da região onde vivem. Lutam contra o ataque do Capital e de seus governos de plantão que para seguir ampliando a exploração, demitem, reduzem salários e direitos, matam de fome e a bala nossa classe.
Sua luta é nossa luta e a principal forma de solidariedade e seguir ampliando nossa organização e luta para derrubar essa forma de sociedade que funciona na exata medida que nos tira a vida. A luta por uma nova sociedade socialista.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A direita no poder: Justiça Federal, AGU e DNIT de Minas querem que sem terra desapareçam

Frei Rodrigo de Castro Amédée Péret


Querem despejar as famílias de sem-terra ACAMPADAS, na faixa de domínio da Rodovia BR 050, em Uberlândia, MG. Essa é a nova insensatez das autoridades. A Advocacia Geral da União seccional de Uberlândia, agora com o apoio de órgão do governo federal, o DNIT, conseguiu uma decisão da 2ª Vara Federal, também de Uberlândia. Uma vez que a Reforma Agrária continua sendo uma política não implementada,autoridades federais pretendem, agora, fazer com que as famílias de sem terra despareçam da vista da população.
O espírito dessa decisão é bem parecido com o da chamada política de“higienização”, que faz com os pobres sejam removidos e as cidades fiquem, como que “limpas”, saneadas da miséria. Fruto de uma mentalidade discriminatória e que atenta contra a dignidade humana.
Como se os seres humanos pudessem ser classificados em os de primeira classe, que podem ocupar os espaços, e os de segunda classe, cuja possibilidade de existência, e de ocupar espaço, seria como que o resultado de uma concessão das autoridades do estado.
O direito à vida, aceito como direito humano por todos os pactos e tratados internacionais, é o mais importante deles. É pressuposto indispensável para aquisição e o exercício de todos os demais direitos. Em nossa Constituição Federal temos esse direito garantido no artigo 5º.
Sem a vida, não há como se falar em outros direitos. Portanto, é direito continuar vivo, bem como é direito a subsistência, ou seja, o direito de viver uma vida digna. Ora, sem habitatnão se pode assegurar a vida. O que estamos prestes a presenciar com esse Mandado de Reintegração de Posse, é que a União está negando às famílias um local onde possam ficar.
Em agosto passado, essas famílias, que fazem parte do grupo das 3 mil famílias que sofreram despejo de uma terra que ocuparam, em Uberlândia, e sob cuja titulação persiste duvidas, em relação ao direito do pretenso proprietário. Uma vez despejadas elas não encontram por parte da Prefeitura de Uberlândia e do Governo de Minas Gerais, sequer uma proposta de local onde pudessem ser transferidas e habitarem. Acampando, portanto, às margens da rodovia BR050. Agora, vem também a União, retirar das mesmas o direito de minimamente habitarem, até que uma solução definitiva seja encontrada.
Pode soar irônico afirmar, se não fosse a descrição de uma trágica realidade, que as autoridades parecem acreditar, que famílias inteiras quando são despejadas, desaparecem no ar. O fato de despejar famílias, mesmo que pelo meio legal de uma reintegração de posse, não faz com que esses seres humanos deixem de existir. O problema que os levou a ocupar um determinado espaço público ou privado, não desaparece com um despejo. Com este mandado a União não acolhe as famílias como seres humanos que são, e que necessitam para viver, de habitar em algum lugar.
Esse mandado busca impedir que famílias acampem às margens de estradas
e rodovias, o que historicamente, vem acontecendo faz décadas, no Brasil. Hoje, existem milhares de famílias vivendo em acampamentos, em faixa de domínio, de estradas e rodovias. Essas se tornaram o último refúgio, que esses verdadeiros exilados internos, ainda encontram em nosso país, e que agora começa a ser negado. A União assim procedendo, vira de forma definitiva as costas a esses seres humanos que são cidadãos desta mesma União.
Por outro lado, nos recusamos acreditar, que o Governo Federal, empenhado na erradicação da miséria, concorde e determine tal feito.
Não se erradica a miséria pretendendo sumir com os que nela vivem.
Ainda, gostaria de lembrar que o nosso Brasil, tem boa parte de sua doutrina jurídica, baseada em princípios judaicos-cristãos. O que significa que a vida é sagrada, e que mesmo para quem não professe essa crença, é do direito a inviolabilidade da vida e sua dignidade.
Apelamos às autoridades para que, se não pelo senso de justiça, ao menos tenham vergonha da ofensa que estão perpetrando contra a dignidade humana dessas famílias e evitem essa reintegração de posse, e garantam a tranquiliadade de milhares de outras famílias acampadas às margens de rodovias pelo Brasil a fora.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Abaixo-assinado Ao governo de Minas Gerais: pague o piso e deixe de enrolação!

Abaixo-assinado Ao governo de Minas Gerais: pague o piso e deixe de enrolação!

Para:Governo de Minas Gerais

Ao governo de Minas Gerais: pague o piso e deixe de enrolação!

Sr. Governador de Minas Gerais:

Durante os últimos oito anos de gestão, o Governo Aécio Neves (faraó), com a sua participação, cortou direitos e conquistas históricas dos educadores de Minas Gerais, como os biênios e quinquênios. Além disso, manteve os nossos salários achatados, através do tal "choque de gestão", que nada mais foi do que um choque de confisco dos nossos salários para sobrar mais dinheiro para empreiteiras e agentes das altas esferas de poder.

Finalmente, em 2010 o seu governo impôs uma Lei do Subsídio, que confisca todas as gratificações e o tempo de serviço dos educadores, reduz percentuais de promoção e progressão e elimina a possibilidade de avanços na carreira dos educadores.

A partir do dia 06 de abril de 2011, o STF julgou e rejeitou a ADI 4167 impetrada por cinco infelizes desgovernadores (SC, RS, PR, MS e CE). A Lei do Piso do Magistério, desde então, foi considerada CONSTITUCIONAL, devendo estados e municípios cumpri-la na sua plenitude. Pagando o piso salarial como vencimento básico e aplicando a jornada de um terço de tempo extraclasse.

É inadmissível que o estado de Minas, que está entre os três mais ricos do país, e que vem crescendo em proporções chinesas, segundo o próprio governo, tenha a cara de pau de não cumprir a lei e não pagar o piso do magistério, como vem acontecendo.

Por isso, nós, educadores de Minas, exigimos:

- o pagamento imediato do piso do magistério;
- a não redução salarial daqueles que optarem pelo antigo regime remuneratório;
- a aplicação do terço de tempo extraclasse na jornada dos professores;
- o reajuste salarial para todas as carreiras da Educação de acordo com o reajuste dos professores;
- a devolução das gratificações confiscadas dos educadores mineiros em 2003.

Caso não sejam atendidas as reivindicações indicadas, os profissionais da Educação têm o legítimo e constitucional direito de cruzarem os braços em decisão que será apreciada na assembléia da categoria no dia 31 de maio. Esta paralisação pode ser evitada, caso o seu governo, sr. Anastasia, resolva cumprir a lei e atender as demandas prioritárias que constam acima. Do contrário, Minas vai parar.

Os signatários
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N10480

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Piso nacional do professor deve ter reajuste de 16,68% e passar para R$ 1.384 em 2012

Piso nacional do professor deve ter reajuste de 16,68% e passar para R$ 1.384 em 2012

Rafael Targino
Em São Paulo
A memória do cálculo de lei orçamentária para 2012, enviada ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento e divulgada nesta terça-feira (20) prevê um aumento de 16,68% no valor mínimo investido por aluno pelos governos municipais, estaduais e federal. A diferença entre um ano e outro neste valor é o cálculo utilizado pelo MEC (Ministério da Educação) para o piso nacional dos professores: por conta disso, o salário mínimo docente deve ir dos atuais R$ 1.187 para um valor em torno de R$ 1.384.
O total mínimo investido por aluno do ensino fundamental passará dos R$ 1.722,05 para R$ 2.009,45. A origem desse dinheiro é o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) e os Estados que não conseguem atingir esse mínimo recebem uma complementação da União.
Pela primeira vez, Minas Gerais e Paraná precisarão receber o dinheiro, geralmente destinado a Estados mais pobres. Piauí e Rio Grande do Norte vão conseguir pagar o valor. Os outros Estados que continuam na lista são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba e Pernambuco. No total, a complementação chegará a R$ 9.603.858.15 em 2012.
Os valores exatos devem ser definidos em breve pelo Ministério da Educação.

Salário

Desde então, professores vêm fazendo paralisações para garantir o direito e os Estados tentam se mobilizar para pagar o valor. O caso mais emblemático é o de Minas Gerais, onde os docentes estão parados há mais de cem dias. Eles pedem o pagamento do piso definido pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), calculado em R$ 1.597,87, mas anunciaram que aceitarão negociar o valor nacional mínimo.

Investimento por aluno

O valor investido por aluno já era considerado insuficiente para uma educação de qualidade em 2011. Cálculos do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), feitos com base no PIB (Produto Interno Bruto), mostram que o valor deveria ser de, no mínimo, R$ 2.194,56 -ainda acima do previsto para 2012.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Polícia tucana espanca professores mineiros a mando do governador

ANASTASIA MANDA JOGAR BOMBAS CONTRA PROFESSORES EM MANIFESTAÇÃO NA PRAÇA DA LIBERDADE

Professores feridos foram atendidos no HPS

Professores resistem e arrancam negociação


Polícia tucana usa força contra manifestantes


Greves se expandem em Minas


Corre-corre, confusão e gritaria. Assim foi marcado a inauguração do relógio regressivo dos mil dias para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (16). A polícia e os professores grevistas, que realizavam manifestação no local, entraram em confronto.
Durante a briga, tiros foram disparados e bombas de efeito moral lançados contra a multidão. Diversos manifestantes, inclusive mulheres e idosos, foram atingidos. Segundo os grevistas, um professor foi cruelmente espancado pelos militares. Ele teria sido socorrido e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
O tenente-coronel Alex Souza, do Batalhão de Eventos, admitiu que a situação fugiu do controle e, por isso, tiveram que usar a força. Conforme ele, a briga entre os PMs e os grevistas teve início após um professor jogar uma bomba caseira em direção aos PMs. "Infelizmente tivemos que usar bomba de efeito moral e spray de pimenta para controlar a situação", contou o tenente-coronel.
No entanto, de acordo com os professores, a manifestação estava ocorrendo de forma pacífica quando alguns integrantes da categoria começaram a ser agredidos.
A professora Marta Reis, de 56 anos, que há 15 leciona biologia em uma escola pública, se revoltou com a situação, principalmente após ser atingida por uma bala de borracha na região da barriga. "Ninguém tinha agredido ninguém quando eles partiram para a truculência. Professor não é cachorro e merece respeito", disse.
"Estavamos apenas pedido o cumprimento da lei federal, que estabele um piso salarial para os professores, quando a polícia partiu para a violência", declarou o professor Cláudio Marques, de 39 anos. Ele confessou que adora dar aulas, mas que discorda da maneira como o Estado trata o profissional da educação, que nivela os salários excluíndo as especializações.
Segundo os grevistas, cerca de 8 mil professores participaram do ato. Mas balanço da polícia dava conta de que 2 mil manifestantes estavam no local.
Durante o ato, eles gritavam palavras de ordem como: "Abaixo a represão, polícia é pra ladrão" e "Não é mole não. Tem dinheiro pra Copa mas não tem pra educação".
Durante a solenidade de inauguração do relógio, estavam presentes o governador Antonio Augusto Anastasia, seu vice, Alberto Pinto Coelho, além do prefeito Marcio Lacerda, do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do secretário da Copa, Sérgio Barroso e do senador Aécio Neves.
Os professores garantiram que não retornam as salas de aula até a próxima assembleia que será realizada na terça-feira (20). Mesmo com a decisão da Justiça, que determinou a ilegalidade da greve, sob o risco de multa que pode chegar até R$ 600 mil, eles afirmaram que não retornam ao trabalho na segunda-feira (19), como decidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O Batalhão de Choque da Polícia de Minas Gerais lançou bombas de efeito moral para afastar um protesto de professores em greve durante a cerimônia em que foi lançado em Belo Horizonte, na sexta-feira, um relógio com a contagem regressiva de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014.

Um grupo de professores da rede estadual de ensino, que está em greve há mais de 100 dias cobrando aumento de salário, chegou até mesmo a se acorrentar pela manhã a um poste em frente ao Palácio da Liberdade, mas foi convencido a deixar o local por mediadores antes da cerimônia de lançamento do relógio.
Os manifestantes, no entanto, continuaram no entorno do palácio, gritando palavras de ordem contra o governador Antonio Anastasia (PSDB), e os policiais utilizaram bombas de efeito moral para empurrar a manifestação para uma barreira afastada do local do evento.
O governador Anastasia, o prefeito da capital, Márcio Lacerda (PSB), o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira, foram os responsáveis por acionar o relógio, que ficará na Praça da Liberdade, em frente ao palácio.
A greve dos professores se soma à paralisação dos operários das obras de reforma do estádio Mineirão para a Copa, que entrou no segundo dia nesta sexta apesar da visita da presidente Dilma Rousseff ao local para marcar a data de mil dias para o Mundial.
Dilma, que não participou do evento no Palácio da Liberdade, também ouviu gritos de protestos de funcionários dos Correios, que estão em greve nacional há três dias, após um discurso na prefeitura em que anunciou investimentos para o metrô de Belo Horizonte. (Com o Hoje em Dia/Correio Progressista/SindUti)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Governo Anastasia instala a DITADURA em MINAS GERAIS!



OUTRA FACE DA DITADURA INSTALADA EM MINAS GERAIS!

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Professor do comando de greve é preso em manifestação de estudantes


A polícia militar mostrou toda a sua truculência na manifestação organizada pelos estudantes hoje pela manhã em apoio à nossa greve.

O professor André Nogueira, membro do comando de greve que estava presente na manifestação, foi agredido pela polícia militar no momento em que defendia alunos que faziam uma cerca humana para paralisar o trânsito no cruzamento da Rua Halfeld com Rio Branco e estavam sendo ameaçados por um guarda municipal. O professor André foi jogado no chão, algemado e levado de camburão para a delegacia.

Diante de tamanha agressão os alunos se revoltaram contra a polícia, sentaram no meio da avenida, puxaram palavras de ordem contra a repressão e não se intimidaram continuando a manifestação por mais de uma hora.

O governador de Minas é o responsável pelas ações da polícia militar e esse ato de repressão contra um professor não pode ficar impune. Já somos agredidos todos os dias pelos baixos salários e péssimas condições de trabalho. Estamos há 82 dias sendo agredidos pela decisão intransigente de Anastasia em não pagar o piso salarial a que temos direito e não vamos tolerar sermos agredidos fisicamente por estarmos exercendo um direito legítimo de manifestação.

Várias entidades de trabalhadores já se solidarizaram com a subsede do SindUTE de Juiz de fora e repudiaram a ação truculenta da polícia. As manifestações vão continuar. Vamos continuar ocupando as ruas até que sejamos respeitados e o governador pague o piso que nos deve.

Convocamos os trabalhadores em educação que estão nas escolas a se indignarem conosco contra essa agressão a um colega em greve. Venham fazer parte do movimento.

A LUTA É PRA VENCER! A LUTA É PRA VALER!

VEJA O VIDEO

Fonte: Subsede Juiz de Fora

segunda-feira, 18 de abril de 2011

3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais

“Minas não quer CHOQUE, quer TERRA, TRABALHO e EDUCAÇÃO!”. Essa é a palavra de ordem dos Movimentos Sociais que denunciam o projeto político do governo de Minas, que privilegia o lucro das grandes empresas e reprime os/as trabalhadores/as que exigem seus direitos básicos, como moradia, melhores condições de trabalho e ensino público de qualidade.

Nesse sentido, os Movimentos Sociais de Minas Gerais, unidos pelo desejo de mudança da sociedade, convidam todo o povo mineiro a participar do 3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais: por um Projeto Popular para o Brasil, que acontecerá em Belo Horizonte, entre dias 30 de abril e 02 de maio de 2011.

Entre as principais propostas do Encontro, destacam-se as seguintes reivindicações:



1 – Redução da Jornada de Trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

2 – Implantação do Piso Salarial estadual.

3 – Por uma política de moradia popular e contra os despejos arbitrários anunciados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

4 – Educação infantil ampla e gratuita.

5 – Por uma política de Reforma Agrária efetiva.

6 – Pela redução das tarifas públicas, em especial, as tarifas de energia, gás, água e transporte público.

7 – Pela aplicação da política do meio-passe para todos os estudantes.

8 – Contra o atual modelo de mineração adotado pelo estado, que favorece o lucro das empresas internacionais e gera grandes impactos ambientais.

9 – Pelo fim da ROTAM e contra a política de segurança pública que criminaliza os pobres.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Nem terror, nem religião, nem pequenas reformas democráticas: a classe trabalhadora se movimenta no Oriente Médio por muito mais

Há pelo menos 20 dias no Oriente Médio, mulheres e homens em sua maioria absoluta trabalhadores, jovens e crianças paralisaram a maior parte da produção, da circulação de mercadorias e dos serviços, suas exigências: contra a carestia, por trabalho e melhores condições de vida e trabalho.

As manifestações começaram na Tunísia e logo chegaram ao Egito. No Cairo as principais ruas da cidade, além de outras cidades como a Alexandria, Suez são ocupadas por um mar humano em movimento. Trabalhadores que se revezam durante o dia e a noite para enfrentar o governo de Hosni Mubarak, fiel escudeiro dos EUA, que tinha no Egito um de seus principais aliados no Oriente, para seguir defendendo Israel e sua política assassina contra a Palestina.

O Capital e seus instrumentos rapidamente tentaram ocultar do mundo a importância das manifestações, mas não conseguiram, pois as mobilizações cresceram a cada dia.

Os setores organizados do islamismo no Egito como a Irmandade Muçulmana participam das manifestações, mas não as dirigem e mais do que a queda do presidente e reformas democráticas, a imensa maioria que está em luta tem como exigências principais tudo que se choca com os interesses da burguesia. Reivindicam melhores condições de vida e trabalho, denunciam o aumento do preço dos alimentos, exigem mais direitos aos trabalhadores.

Às vezes pode demorar, mas a classe trabalhadora vivendo na pele os efeitos da ação do Capital mais dia menos dia se coloca em movimento contra esse sistema que sobrevive na exata medida que aumenta o grau de exploração e miséria dos trabalhadores.

O exemplo dos trabalhadores na Tunísia e no Egito começa a se espalhar para várias regiões do Oriente Médio e Norte da África tanto é assim que as monarquias que ainda existem por lá como no caso do Jordânia, já estão substituindo seus ministros.

Os EUA que tanto adoram acusar Cuba de ser uma ditadura no caso do Egito, não reconhecem Mubarak como ditador, mas sim com um parceiro servil aos seus interesses estratégicos na região e agora tentam a todo custo emplacar o vice do presidente, ou seja, a troca de seis por meia dúzia.

OS PALESTINOS NÃO ESTÃO SOZINHOS

As mobilizações que agora acontecem no Egito e países vizinhos, fortalece a luta dos palestinos que há décadas se movimentam por sua auto determinação, por direitos e pela vida. Sua resistência e persistência contra o genocídio provocado por Israel com o apoio do EUA, certamente são um exemplo para nossa classe que se coloca em luta no Oriente.

AS FRONTEIRAS TENTAM NOS DIVIDIR, MAS A CLASSE NOS UNE

Por mais que o Capital e seus Estados tentem nos dividir em categoria, formais e informais, imigrantes, nacionalidades, o movimento da classe trabalhadora nos une.

Nossos irmãos trabalhadores no Oriente Médio se organizaram e se colocaram em movimento por demandas que não são uma particularidade da região onde vivem. Lutam contra o ataque do Capital e de seus governos de plantão que para seguir ampliando a exploração, demitem, reduzem salários e direitos, matam de fome e a bala nossa classe.

Sua luta é nossa luta e a principal forma de solidariedade e seguir ampliando nossa organização e luta para derrubar essa forma de sociedade que funciona na exata medida que nos tira a vida. A luta por uma nova sociedade socialista.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Notícias da Greve da FASUBRA em Minas

Camaradas,

Hoje de manhã houve uma Assembléia de base aqui na UFMG, com a presença do Reitor.

A notícia relevante é que o Ministério do Planejamento fez uma reunião dia 23/03 com a FASUBRA, cujo principal encaminhamento foi marcar outra reunião para o dia 14/04. Esta próxima reunião, por sua vez, terá como pauta montar um "calendário de negociação", ou seja, será para encaminhar novas reniões. Ou seja, ficou claro a intenção do Governo de fingir abrir um processo de negociação, "engambelar a categoria" para jogar água fria no movimento grevista.

Isso era tudo o que o setor cutista da FASUBRA queria para encaminhar contrário a greve. Haverá uma plenária amanhã em Brasília (na qual estarei presente), onde certamente setores mais atrelados ao Governo na Federação vão encaminhar para postergar a greve.

Entretanto, outro fator a ser considerado é a baixa mobilização, até agora. Conversando com alguns servidores, ainda há muitas dúvidas com relação à pauta, especialmente ao PLP 549-09. Muita gente ainda acha que o Projeto prevê reajuste de 2,5% mais inflação ao ano, o que não é verdade. O projeto prevê 2,5% mais inflação na despesa com pessoal do orçamento da União, o que não dá margem para nenhum reajuste, até 2019. Por isso que estamos dizendo que significa o congelamento dos salários até 2019.

Bom, segunda-feira, primeiro dia de greve, será o primeiro termômetro desse primeiro enfrentamento do trabalhadores do Estado contra a Dilma.

Abraços fortes a todos,
Marcelo
INTERSINDICAL/MG

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010



terça-feira, 26 de outubro de 2010

A verdadeira Intersindical segue viva e atuante nas lutas da classe trabalhadora!

A cada momento da luta de classes, os trabalhadores se colocam em movimento de diversas formas para enfrentar o capital e o Estado burguês. E ao se movimentar criam organizações que potencializam suas lutas contra os patrões e seus governos.

Os trabalhadores brasileiros vivem o encerramento de um ciclo aberto na década de 1970, fruto de fortes mobilizações de massa e das lutas operárias, que resultaram na construção da CUT.

A CUT nasce fruto do intenso processo de luta da classe trabalhadora, de caráter classista, cuja marca foram a combatividade e a organização pela base.

Infelizmente, ao longo de sua trajetória a CUT se degenerou, deixando de ser um instrumento de organização da classe para a luta contra os patrões e seu Estado, para se tornar uma central chapa-branca, mediadora do conflito capital e trabalho e nos últimos anos completamente submissa ao governo Lula.

No encerramento desse ciclo setores classistas e combativos do sindicalismo, que continuam a organizar a luta pela base, criaram a Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, não se pautando pela construção imediata de uma nova central, pois essa é conseqüência do processo de reorganização dos trabalhadores como classe a partir da base,
No 2º Encontro Nacional da Intersindical, em abril de 2008, correntes ligadas ao PSOL, decidiram romper essa unidade para construir com a Conlutas uma nova central.

Os setores que se juntaram para a decretação de mais central, não conseguiram concluir esse processo.

A divergência, aparentemente em torno do nome, em verdade tem causas mais profundas, localizada na falta de condições objetivas para nesse momento se criar uma nova central sindical.

Os setores do PSOL que se retiraram do Congresso chamado para fundação de uma central sindical popular se utilizaram do nome da Intersindical, para tentar causar confusão no interior do movimento sindical. Na troca de e-mail’s e nas notas divulgadas por ambos os lados da disputa, com acusações recíprocas, não se esclareceu que a Intersindical verdadeira, formada pela Alternativa Sindical Socialista, Unidade Classista, Resistência Popular, Consulta Popular e vários Sindicatos e Coletivos Independentes não participou do Congresso chamado para a fundação de mais uma central.

A Intersindical verdadeira se mantém firme no propósito de ampliar esse Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora. Nos mantivemos, ao longo de todo esse período, presentes nas lutas reais da classe trabalhadores em seus locais de trabalho, moradia e estudo.
Como prova de nossa vitalidade e crescimento em âmbito nacional, realizaremos nos dias 13, 14 e 15 de novembro nosso 3º Encontro Nacional em Campinas/SP. Esse Encontro que está sendo precedido por Encontros Estaduais contará com a presença de centenas de trabalhadores de base e lideranças sindicais de todo o país, cada vez mais convencidos da importância de fortalecer a Intersindical, contra todos os ataques dos patrões e de seus governos, combatendo o sindicalismo manso, pelego e submisso aos interesses do Capital.
Fortalecendo o resgate de um sindicalismo classista, combativo e que organize os trabalhadores pela base. Nesse 3º Encontro Nacional vamos debater a conjuntura, avaliar nossa atuação, formular um plano de lutas e aprofundar nosso processo de organização.


A verdadeira Intersindical continuará se consolidando no movimento real dos trabalhadores. A partir da organização da luta nos locais de trabalho, moradia e estudo estamos ampliando nosso instrumento nacionalmente, restabelecendo os laços de solidariedade internacional e junto com a classe e não em nome dela nas ações cotidianas a luta por uma sociedade socialista.

VIVA A INTERSINDICAL – INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA POR NENHUM DIREITO A MENOS AVANÇAR NAS CONQSUISTAS.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

II Seminário Estadual da Intersindical/Minas Gerais


A COORDENAÇÃO MINEIRA DA INTERSINDICAL/ INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA, convida os companheiros, militantes, ativistas do movimento sindical e simpatizantes para a II Seminário Estadual da Intersindical, que ocorrerá no dia 17, na Rua Três Pontas 1422, Bairro Carlos Prates, BH, às 09 horas.


Depois de um ano de lutas intensas, a INTERSINDICAL se apresenta para debater com o conjunto da classe trabalhadora mineira, especialmente com os sindicalistas, a atual crise organizativa da nossa classe, e as possibilidades de superação da fragmentação do movimento sindical através de lutas unitárias, que envolvam o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras e eleve as mobilizações e relações com todos os segmentos que se colocam no embate contra o capitalismo e suas nefastas consequências.


A II Seminário Estadual contará com três momentos, a saber: Debate entre os companheiros da Unidade Classista, da Consulta Popular e da Alternativa Sindical Socialista, organizações que hoje mantém acesa a chama da Intersindical em Minas. Haverá espaço para perguntas da plenária, explanações, questionamentos. O segundo momento discutirá os ramos onde a Intersindical está presente, como servidores públicos, jovens trabalhadores, operários fabris e da prestação de serviços. A última etapa se propõe a organizar coordenações reginais dentro do estado, para dinamizar e impulsionar a luta em todas as bases que pudermos nos fazer presentes.


Acreditamos que este é um momento propício para este debate, e contamos com o apoio e a presença de todos vocês!


INTERSINDICAL - INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA





sexta-feira, 28 de maio de 2010

Educação!

Quanto vale a luta?
O que se conquistou?
O que se aprendeu?
O que não se conquistou?
Quanto vale...?


Não adianta fugir a regra, pois quando se termina ou suspende um movimento grevista ou qualquer outro movimento de reivindicações de classe, essa é a questão que sempre norteia nossas avaliações e opiniões.
Há aqueles que irão se prender ao imediato, ou seja, reivindicamos X, lutamos Y e ganhamos Z.
Há aqueles que irão relevar os pontos positivos frente a situação que se tinha antes e aqueles que irão repetir as mesmas “receitas de bolo” dos bolcheviques de plantão, de que a estratégia foi errada, de que há crise na direção ou de que essa luta é limitada e não adianta mais.
Eu diria que todas as questões podem estar certas ou erradas dependendo do ponto de partida da análise que se pretende fazer.
É incontestável que essa foi a maior greve do movimento sindical em Minas dos últimos 15 anos e inegável a disposição que a categoria dos trabalhadores (as) em educação manifestaram ao longo de 47 dias de luta e diga-se de passagem só quem não esteve na greve ou não é trabalhador é que ignora o que isso significa em um contexto onde o que reinava era a mais profunda apatia e desilusão com o sindicalismo e a luta política.
Para aqueles que só enxergam o momento presente e não compreendem que a vida é um processo dinâmico, dialético e às vezes flexível, que passa por etapas muitas das vezes imperceptíveis aos olhos dos mais desatentos ou precipitados, a não realização da nossa pauta de reivindicações é o coroamento do fracasso do movimento ou da falência da luta direta das massas.
Não se trata agora de fazer um balanço apenas do resultado financeiro restrito e isolado, mas do rico e fértil processo que esse movimento instaurou em nossa categoria.
Há cerca de oito anos, na greve de 2002, uma triste história teve seu ápice na traição que a direção do Sind- UTE operou contra a categoria que estava em Greve contra o então governo Itamar Franco, aliado de LULA nas eleições daquele ano.
Em uma assembléia histórica e com cerca de 10 mil pessoas, a Direção do sindicato ofuscada pelo processo eleitoral capitulou as pressões externas do PT e golpeou a todos com a decretação do fim de nossa greve. Foi uma revolta total e oito longos anos de ressaca de um processo que deixou marcas e desconfianças em nossa categoria.
Passado todo esse período as coisas não ficaram imóveis.
Nossas condições de trabalho ficaram cada vez mais precarizadas, por sua vez novos profissionais chegaram enquanto outros saíram e até o mais improvável aconteceu, uma ruptura interna no seio da Articulação Sindical forçando o grupo vitorioso a mudar o status quo reinante para se requalificar frente a sua base, com o resgate de discursos e ações abandonadas com o tempo.
Soma-se a isso uma pitada de humor político- eleitoral e temos todas as condições de se iniciar uma nova etapa no movimento.
Mas auto lá, vamos devagar... Principalmente aqueles que são mais afoitos. Uma nova etapa não significa que mudou tudo de vez ou que haverá um progresso contínuo, retilíneo e uniforme.
Estou falando que após todo esse rico processo que vivenciamos e que nos tirou do ostracismo político e que educou as massas que se lançaram ao campo de batalha, um novo e profícuo espaço se abriu entre nós e cabe agora àqueles que não se iludem com o economicismo sindical e que tem um compromisso com a luta para além do capital, explorar as oportunidades de reconstrução do movimento sindical na área da educação em nosso Estado.
A categoria dos trabalhadores (as) em educação, talvez sem ter a consciência disso, deu o maior exemplo de resistência e luta para o conjunto dos trabalhadores desse país e mesmo ressaltando essa convicção com uma pontinha de orgulho por ter participado desse movimento, faço-o com a mais absoluta serenidade após passar o furor das emoções e o contagio do calor impetuoso das massas.
Que categoria em tempos de abandono da luta classista e independente, no gozo mais requintado do modo de vida pós-moderno, individualista e sem utopias, cercada de aparelhos ideológicos e alienantes por todos os lados, poderia surpreender e suportar todo o arsenal do aparato do Estado burguês, que implacavelmente desferiu toda a artilharia que possuía contra os grevistas e a cada ataque a resposta era a adesão, a persistência e a luta?
E não estou falando aqui do trivial que lançam contra qualquer categoria que perturba a ordem burguesa, ou seja, a imprensa pusilânime, safada, mentirosa e imoral, a repressão policial ou a Justiça tendenciosa que nos colocou na condição de bandidos e fora da lei.
Estou falando de cortes de salário sobre pais e mães de família que mesmo na miséria não recuaram um milímetro sequer, estou falando de pessoas que não tem a educação como bico e que mesmo com a ameaça de desemprego evidente e as angústias e incertezas que isso trazia, mantiveram-se firmes e decididas a irem até o final.
Estou falando de uma massa de trabalhadores em assembléia ( cerca de 15 mil) que quando a Direção do sindicato, temerária e vacilante frente as ameaças do Governo, quis por fim a Greve em 18 de Maio, não vacilou e nem tremeu na base, atropelando o medo e a indecisão da Articulação com um sonoro coro de vozes e punhos cerrados em toda a Praça: GREVE, GREVE, GREVE, GREVE!!!!
A cada porrada do Governo , um saia do movimento, mas dois ou mais aderiam, a cada ataque desesperado a resposta era a indiferença dos grevistas a mesma que o Governo Aécio nos tratou durante todo esse tempo.
Já não tínhamos mais nada a perder, a não ser os grilhões que nos acorrentavam ao medo, a apatia, a mediocridade, a falta de amor próprio, ao ostracismo político e a cegueira de classe.
Se agora me perguntarem quanto valeu essa greve, eu direi sem dúvidas que valeu o aprendizado que tivemos e o resgate do sentido de nossa luta. Que, diga-se de passagem, não tem preço!
Se me perguntarem o que conquistamos de fato, direi que conquistamos o direito de sonhar de novo, de se rebelar de novo, de viver de novo, pois rompemos a barreira do lugar comum que tanto o sindicalismo acomodado e bem comportado, quanto a ideologia da conciliação de classes nos diz para seguir sem questionamentos.
A aula de resistência e luta que nossa categoria deu nas ruas e praças de Minas Gerais a fora, ecoaram por todo o país e hoje tem motivado a outras categorias do nosso Estado a se mobilizarem e saírem do mundo das sombras na qual elas se encontram.
É muito simplório e idealista talvez, querer dizer que saímos derrotados...
-Ledo engano!
Em todos esses 20 anos como militante eu nunca assisti uma categoria, mesmo dividida ao meio quando da votação da continuidade da greve, continuar em sua grande maioria junta e unida, esperando o desfecho final da assinatura do acordo que suspendeu nosso movimento.
O nosso retorno para as salas de aula não foi de cabeças baixas com o rabo por entre as pernas como vivenciei muitas vezes em minha vida.
De cabeças baixas e com os rabos por entre as pernas estavam meus tristes e ignóbeis fura greves que não conseguiam esconder o constrangimento de tanta covardia e mediocridade.
E olha que muitos nem agradeceram a conquista do concurso público que agora vão poder fazer graças ao nosso movimento e quem sabe saírem da triste condição de designados/ resignados!
E confesso que só desfiz meu sorriso e alegria ao voltar de cabeça erguida para a escola, quando fui recebido com aplausos por um grupo de alunos do EJA, por serem trabalhadores e sentirem na pele o que é ser explorado dia a dia como escravo. A essa manifestação de solidariedade inesperada não respondi com sorrisos...
-Chorei copiosamente, abraçado a eles (as).
Se não conquistamos tudo o que merecíamos e tendo o gostinho de que poderíamos ter ido mais longe, se não fossem as vacilações da Direção do sindicato, o sentimento de resgate da identidade de classe, da autonomia sobre sua profissão, da coragem e da ousadia realimentou de vida e esperança uma categoria que era julgada como moribunda ou morta, sem respeito e que não protagonizaria mais nada no cenário político desse Estado.
Para aqueles que viveram a Greve intensamente, para aqueles que sentiram os impactos de nossas manifestações nas ruas de Minas e foram forjando em seu ser social uma nova consciência, para aqueles que mudaram o eixo da triste sina ao qual estávamos errantes, não é preciso dizer que valeu muito a nossa luta e que frente à etapa na qual nos encontrávamos anteriormente a luta da classe trabalhadora em geral saiu vitoriosa dessa greve.
Sem receio do que vou dizer, construímos na história de nosso movimento, uma nova etapa política, que se iniciou quando a indignação e a esperança venceram o medo e o imobilismo. E esta etapa está aberta e cheia de possibilidades àqueles que desejam reconstruir o sindicalismo classista, independente e combativo em nossa categoria.
Dezenas de novos militantes surgiram nessa Greve, centenas de trabalhadores voltaram seus olhos para o papel de nossa categoria no cenário sindical e político desse Estado ou retornaram ao movimento depois de tantas desilusões e traições de classe e milhares de profissionais, mesmo que decepcionados com a condução da Greve em sua reta final perceberam a força de mobilização que ainda possuímos.
Não podemos enquanto marxistas, avaliar um movimento de massas apenas pelo seu aspecto reivindicatório e economicista, ou subjugar a pujança desse movimento e todas as suas variantes, por este não ter conseguido maiores vitórias ou não ter chegado aos céus e tomado o poder das mãos da burguesia!
A cada etapa, um processo diferente, a cada processo uma análise à luz do que havia antes e das mudanças que se manifestaram e transformaram a realidade objetiva e subjetiva e a cada mudança o entendimento do que estava em contradição e do que surgiu dessa contradição e se instaurou como o novo ou como a possibilidade do novo.
Sem isso companheiros(as) fica difícil querer fazer uma análise bem feita de nossa Greve, ou de qualquer movimento de massas que se coloque em oposição ao sistema capitalista, mesmo que lutando contra aspectos isolados desse sistema, como é o caso da luta econômica.
No nosso caso, quando a Justiça do Trabalho julgou nossa Greve ilegal e nos colocou na ilegalidade, rasgando a Constituição, passando por cima do Direito de Greve e penalizando a categoria com multa e ameaça de demissões, a Greve da educação assumiu naquele momento um simbolismo nunca antes evidenciado em nosso Estado. Pois já não se tratava mais de uma Greve salarial e contrária ao Governo do PSDB, mas uma Greve de dimensões maiores, pois nossa desobediência à ilegalidade da Justiça e a Magistratura subserviente representava todo o sentimento de resistência do conjunto do funcionalismo do Estado e mesmo do Brasil.
Não podemos nos esquecer que o ex-grevista e sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, apoiava naquele mesmo momento a decisão do STJ de decretar a ilegalidade da Greve dos Funcionários do IBAMA que se viram constrangidos a recuarem e terminarem o movimento.
Sem dúvidas há muito ainda o que se superar, tanto em nossa estrutura sindical, quanto em nossas táticas de luta e organização, tanto em nossas concepções, quanto em nossas debilidades e vícios... Mas é inegável que após a Greve de 2010 dos educadores de Minas Gerais, uma “nova” lição todos nós reaprendemos na escola da luta de classes:
Só com a luta se muda a vida e só vive de fato aquele que ousa lutar.

Fábio Bezerra.
(Trabalhador em educação, membro do comando de Greve e da INTERSINDICAL- MG).

segunda-feira, 24 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

GREVE!

Um Exemplo para o Brasil.
Uma aula de Resistência e Luta.

Eram duas horas da tarde desse 18 de Maio e a praça ainda estava vazia, chegava um ali outro aqui e nos olhos de quem era pontual com o horário de início de mais uma assembléia da Greve dos educadores de Minas um misto de ansiedade e angústia se esboçava nos olhares.
A tensão era evidente, pois chegávamos a 42 dias de greve e o Governo resolverá endurecer de vez e lançar talvez a última cartada. Todos os jornais anunciavam que a Greve iria acabar e que o sindicato iria aceitar o acordo do Governo. Muito boato, muito zum, zum, zum e de certo havia apenas a informação que no dia seguinte a ordem de demitir todos(as) os contratados e abrir processo administrativo contra os efetivos seria cumprido a risca.
Mas eis que chega um bumbo, entoando uma nota só com um cordão de educadores agitando-se em zigue e zague chamando a atenção da polícia e lá mais adiante chega um ônibus e dele dessem dezenas de mulheres com os rostos marcados pelo tempo, de semblante altivo e passo firme e não demora muito a praça antes vazia vai se enchendo de graça, de vida, de gente trabalhadora, de força e emoção...
Quarenta e dois dias de luta, de resistência, de enfrentamento e de muita pressão por parte do governo.
Como não resolveu a mentira e a calúnia, veiculadas na imprensa pusilânime e vendida, como se não bastasse os pseudo- projetos de capacho-mor do Governo, que se lançam contra os grevistas, camuflados de representantes de pais de alunos, que só aparecem para falar mal dos educadores e serem contra a Greve, se não bastasse a repressão policial, as infiltrações e perseguições, se não bastasse o descaso e a ingratidão dos fura greves, a letargia de alguns e a omissão de outros, agora veio o Sr. Governador ter uma recaída e achar que é Ditador, impondo a categoria o castigo da demissão caso não cessasse o movimento?!
-Deixa estar!
Foi o que uma auxiliar de serviços gerais repetia a cada acusação feita ao governo e seus comparsas.
Deixa estar... Pois será que ele se esqueceu que essa mesma categoria dobrou o autoritarismo da Ditadura Militar em 79 e contra balas e canhões nós tínhamos apenas a indignação e a coragem e vencemos!
Deixa estar... Pois será que o Governo pensa que é tratando educadores como se fossem criminosos, fora da lei, com chibata e ameaças é que iremos recuar e como cordeirinhos voltar para as escolas, de cabeça baixa e ainda mais humilhados do que já somos? Pois quem pratica crime contra a educação e está fora da lei é o próprio governador que endividou a máquina pública, não cumpre com a lei do Piso Salarial em Minas, engana a população com as maquiagens feitas nas escolas, além de praticar falsidade ideológica quando diz que negocia e investe na educação!

Deixa estar... Pois não deu outra, em menos de uma hora toda a praça estava lotada de vida e dignidade e sem vacilar nossa categoria deu uma aula para o Brasil de como resistir e lutar pela respeito a quem educa e só tem o conhecimento e a palavra como armas contra tanta opressão, safadeza e exploração desferida sobre os trabalhadores(as).

Se vai demitir, então que demita! Gritava um trabalhador.
Se vai cortar, então que corte logo, pois meu salário não enche meu armário! Gritava outro.
E assim de protesto em protesto, de intervenção em intervenção, lado a lado, a multidão foi se aglomerando e no fim das falações o golpe final sobre aqueles que com mentiras e pressões veiculadas na imprensa apostavam fichas no fim da Greve.

Quinze mil punhos cerrados na praça e um longo e estrondante grito de GREVE, GREVE, GREVE, foi a resposta da categoria para todo o mundo ouvir!
Braços cruzados escolas paradas é o resultado da falência do Governo Aécio Neves/ Anastásia (PSDB) que jogou no fundo do posso a educação pública de Minas afetando mais de 500 mil alunos em todo o Estado.

Em Minas ainda se respira liberdade, apesar dos pesados pesares... Ainda se mantém a esperança, apesar do ódio e do medo que foram propagados... Ainda a vida e dignidade, apesar de tentarem nos encarcerar e nos matar com tanta indiferença e hipocrisia.

Estão tentando acabar com o nosso movimento de todas as formas, fazer o que fizeram com nossos companheiros de São Paulo e nos dividir como aconteceu com os companheiros de Belo Horizonte. Mas a GREVE segue forte e quem está na luta segue unido e convencido cada vez mais de quem já não temos mais nada a perder a não ser as correntes da miséria que nos prendeu durante anos ao ostracismo e a senzala ao qual se transformou a educação sob a tutela do Governador encantado e maquiado, que um dia sonhou ser presidente do Brasil e aplicar seu choque de indigestão sobre o restante da nação.

Uma nova página da História da Luta dos trabalhadores (as) está sendo construída com sangue, suor e lágrimas nas ruas desse Estado a fora. Aqueles que ainda insistem em duvidar do poder da classe trabalhadora, da sua disposição e principalmente da sua força e unidade, que vá para as ruas e praças onde estamos dando uma aula de cidadania e luta, para aprender que não se deve subjugar e subestimar uma categoria radicalizada que já não tem mais nada a perder e que quanto mais o governo bate, mais unido, determinado e forte fica o nosso movimento.

Viva a luta dos trabalhadores (as) em educação de Minas.
Viva nossa vitoriosa GREVE.

Fábio Bezerra.
(Membro da CPN / CC - PCB - Trabalhador em educação e membro da INTERSINDICAL)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Contagem

ASSEMBLÉIA GERAL DOS/AS TRABALHADORES/AS EM EDUCAÇÃO DE CONTAGEM
Rede Municipal e FUNEC
14/05/2010 - 6º feira - 8 horas
Local - Espaço Popular - (Escadaria da Igreja São Gonçalo)
PAUTA:
CAMPANHA SALARIAL EDUCACIONAL 2010
PLANO DE CARREIRAS
CONSTRUÇÃO DA GREVE
PARALIZAÇÃO TOTAL

domingo, 9 de maio de 2010

Todo apoio a Greve dos/as Trabalhadores/as em Educação!

Há mais de cinco anos os educadores de Minas estão com seus salários congelados sob péssimas condições de trabalho. O Governo Aécio Neves submeteu a educação em Minas a um dos piores processos de sucateamento. Salas super lotadas, falta de material didático, equipamentos que não funcionam, falta de segurança, são algumas das situações enfrentadas pela categoria de trabalhadores em educação. Para piorar o Choque de Gestão cortou recursos para a educação, retirou direitos e impôs uma avaliação de desempenho que escamoteia o descaso do Estado e joga a culpa do descaso e da crise da educação pública em cima dos trabalhadores(as).

A greve dos educadores de Minas ao contrário dos ataques da imprensa, não é uma greve eleitoreira, mas é a justa expressão de uma categoria que cansou de promessas vazias e do descaso do Governo com a educação. Os educadores tem demonstrado um vigor e acima de tudo muita disposição e unidade para enfrentar, até aqui, todos os ataques que a imprensa, a justiça e a Secretaria de Educação tem implementado contra a greve. Ameaças de demissão, difamações e inverdades divulgadas na mídia e até a cassação do direito de greve com a decretação preventiva de ilegalidade do movimento já foram utilizados para reprimir o movimento. Recentemente o uso da força policial foi outra tentativa desesperada do Governo para sufocar a greve.

Nós da INTERSINDICAL estamos juntos desde o início do movimento com os educadores de Minas e compartilhamos da justa luta pela reivindicação do piso de R$1312,00 para 24 horas/semanais. Essa GREVE que já é a maior dos últimos 10 anos e que tem incomodado o Governo, pois está desmascarando as falácias aos olhos da população, é o maior exemplo de resistência de uma categoria aos ataques dos governos neoliberais e de luta pela valorização do ensino público.

Os últimos ataques do Governo através da justiça e da repressão militar demonstram o desespero em acabar com nosso movimento. Essas armas são típicas de governos em crise que não conseguem dialogar com os trabalhadores (as) e que desejam manter o grau de exploração ou aumentar o arrocho e a retirada de direitos, como acontece nesse momento em países que estão à beira do caos econômico, como é o caso da Grécia, Portugal e Espanha, devido a crise do sistema capitalista.

A INTERSINDICAL estará presente e não evidará esforços para que o movimento consiga atingir seus objetivos.

Viva a luta pela dignidade e valorização da educação pública!
Viva a resistência e a coragem dos grevistas em educação!