quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A direita no poder: Justiça Federal, AGU e DNIT de Minas querem que sem terra desapareçam

Frei Rodrigo de Castro Amédée Péret


Querem despejar as famílias de sem-terra ACAMPADAS, na faixa de domínio da Rodovia BR 050, em Uberlândia, MG. Essa é a nova insensatez das autoridades. A Advocacia Geral da União seccional de Uberlândia, agora com o apoio de órgão do governo federal, o DNIT, conseguiu uma decisão da 2ª Vara Federal, também de Uberlândia. Uma vez que a Reforma Agrária continua sendo uma política não implementada,autoridades federais pretendem, agora, fazer com que as famílias de sem terra despareçam da vista da população.
O espírito dessa decisão é bem parecido com o da chamada política de“higienização”, que faz com os pobres sejam removidos e as cidades fiquem, como que “limpas”, saneadas da miséria. Fruto de uma mentalidade discriminatória e que atenta contra a dignidade humana.
Como se os seres humanos pudessem ser classificados em os de primeira classe, que podem ocupar os espaços, e os de segunda classe, cuja possibilidade de existência, e de ocupar espaço, seria como que o resultado de uma concessão das autoridades do estado.
O direito à vida, aceito como direito humano por todos os pactos e tratados internacionais, é o mais importante deles. É pressuposto indispensável para aquisição e o exercício de todos os demais direitos. Em nossa Constituição Federal temos esse direito garantido no artigo 5º.
Sem a vida, não há como se falar em outros direitos. Portanto, é direito continuar vivo, bem como é direito a subsistência, ou seja, o direito de viver uma vida digna. Ora, sem habitatnão se pode assegurar a vida. O que estamos prestes a presenciar com esse Mandado de Reintegração de Posse, é que a União está negando às famílias um local onde possam ficar.
Em agosto passado, essas famílias, que fazem parte do grupo das 3 mil famílias que sofreram despejo de uma terra que ocuparam, em Uberlândia, e sob cuja titulação persiste duvidas, em relação ao direito do pretenso proprietário. Uma vez despejadas elas não encontram por parte da Prefeitura de Uberlândia e do Governo de Minas Gerais, sequer uma proposta de local onde pudessem ser transferidas e habitarem. Acampando, portanto, às margens da rodovia BR050. Agora, vem também a União, retirar das mesmas o direito de minimamente habitarem, até que uma solução definitiva seja encontrada.
Pode soar irônico afirmar, se não fosse a descrição de uma trágica realidade, que as autoridades parecem acreditar, que famílias inteiras quando são despejadas, desaparecem no ar. O fato de despejar famílias, mesmo que pelo meio legal de uma reintegração de posse, não faz com que esses seres humanos deixem de existir. O problema que os levou a ocupar um determinado espaço público ou privado, não desaparece com um despejo. Com este mandado a União não acolhe as famílias como seres humanos que são, e que necessitam para viver, de habitar em algum lugar.
Esse mandado busca impedir que famílias acampem às margens de estradas
e rodovias, o que historicamente, vem acontecendo faz décadas, no Brasil. Hoje, existem milhares de famílias vivendo em acampamentos, em faixa de domínio, de estradas e rodovias. Essas se tornaram o último refúgio, que esses verdadeiros exilados internos, ainda encontram em nosso país, e que agora começa a ser negado. A União assim procedendo, vira de forma definitiva as costas a esses seres humanos que são cidadãos desta mesma União.
Por outro lado, nos recusamos acreditar, que o Governo Federal, empenhado na erradicação da miséria, concorde e determine tal feito.
Não se erradica a miséria pretendendo sumir com os que nela vivem.
Ainda, gostaria de lembrar que o nosso Brasil, tem boa parte de sua doutrina jurídica, baseada em princípios judaicos-cristãos. O que significa que a vida é sagrada, e que mesmo para quem não professe essa crença, é do direito a inviolabilidade da vida e sua dignidade.
Apelamos às autoridades para que, se não pelo senso de justiça, ao menos tenham vergonha da ofensa que estão perpetrando contra a dignidade humana dessas famílias e evitem essa reintegração de posse, e garantam a tranquiliadade de milhares de outras famílias acampadas às margens de rodovias pelo Brasil a fora.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Abaixo-assinado Ao governo de Minas Gerais: pague o piso e deixe de enrolação!

Abaixo-assinado Ao governo de Minas Gerais: pague o piso e deixe de enrolação!

Para:Governo de Minas Gerais

Ao governo de Minas Gerais: pague o piso e deixe de enrolação!

Sr. Governador de Minas Gerais:

Durante os últimos oito anos de gestão, o Governo Aécio Neves (faraó), com a sua participação, cortou direitos e conquistas históricas dos educadores de Minas Gerais, como os biênios e quinquênios. Além disso, manteve os nossos salários achatados, através do tal "choque de gestão", que nada mais foi do que um choque de confisco dos nossos salários para sobrar mais dinheiro para empreiteiras e agentes das altas esferas de poder.

Finalmente, em 2010 o seu governo impôs uma Lei do Subsídio, que confisca todas as gratificações e o tempo de serviço dos educadores, reduz percentuais de promoção e progressão e elimina a possibilidade de avanços na carreira dos educadores.

A partir do dia 06 de abril de 2011, o STF julgou e rejeitou a ADI 4167 impetrada por cinco infelizes desgovernadores (SC, RS, PR, MS e CE). A Lei do Piso do Magistério, desde então, foi considerada CONSTITUCIONAL, devendo estados e municípios cumpri-la na sua plenitude. Pagando o piso salarial como vencimento básico e aplicando a jornada de um terço de tempo extraclasse.

É inadmissível que o estado de Minas, que está entre os três mais ricos do país, e que vem crescendo em proporções chinesas, segundo o próprio governo, tenha a cara de pau de não cumprir a lei e não pagar o piso do magistério, como vem acontecendo.

Por isso, nós, educadores de Minas, exigimos:

- o pagamento imediato do piso do magistério;
- a não redução salarial daqueles que optarem pelo antigo regime remuneratório;
- a aplicação do terço de tempo extraclasse na jornada dos professores;
- o reajuste salarial para todas as carreiras da Educação de acordo com o reajuste dos professores;
- a devolução das gratificações confiscadas dos educadores mineiros em 2003.

Caso não sejam atendidas as reivindicações indicadas, os profissionais da Educação têm o legítimo e constitucional direito de cruzarem os braços em decisão que será apreciada na assembléia da categoria no dia 31 de maio. Esta paralisação pode ser evitada, caso o seu governo, sr. Anastasia, resolva cumprir a lei e atender as demandas prioritárias que constam acima. Do contrário, Minas vai parar.

Os signatários
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N10480

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Piso nacional do professor deve ter reajuste de 16,68% e passar para R$ 1.384 em 2012

Piso nacional do professor deve ter reajuste de 16,68% e passar para R$ 1.384 em 2012

Rafael Targino
Em São Paulo
A memória do cálculo de lei orçamentária para 2012, enviada ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento e divulgada nesta terça-feira (20) prevê um aumento de 16,68% no valor mínimo investido por aluno pelos governos municipais, estaduais e federal. A diferença entre um ano e outro neste valor é o cálculo utilizado pelo MEC (Ministério da Educação) para o piso nacional dos professores: por conta disso, o salário mínimo docente deve ir dos atuais R$ 1.187 para um valor em torno de R$ 1.384.
O total mínimo investido por aluno do ensino fundamental passará dos R$ 1.722,05 para R$ 2.009,45. A origem desse dinheiro é o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) e os Estados que não conseguem atingir esse mínimo recebem uma complementação da União.
Pela primeira vez, Minas Gerais e Paraná precisarão receber o dinheiro, geralmente destinado a Estados mais pobres. Piauí e Rio Grande do Norte vão conseguir pagar o valor. Os outros Estados que continuam na lista são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba e Pernambuco. No total, a complementação chegará a R$ 9.603.858.15 em 2012.
Os valores exatos devem ser definidos em breve pelo Ministério da Educação.

Salário

Desde então, professores vêm fazendo paralisações para garantir o direito e os Estados tentam se mobilizar para pagar o valor. O caso mais emblemático é o de Minas Gerais, onde os docentes estão parados há mais de cem dias. Eles pedem o pagamento do piso definido pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), calculado em R$ 1.597,87, mas anunciaram que aceitarão negociar o valor nacional mínimo.

Investimento por aluno

O valor investido por aluno já era considerado insuficiente para uma educação de qualidade em 2011. Cálculos do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), feitos com base no PIB (Produto Interno Bruto), mostram que o valor deveria ser de, no mínimo, R$ 2.194,56 -ainda acima do previsto para 2012.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Polícia tucana espanca professores mineiros a mando do governador

ANASTASIA MANDA JOGAR BOMBAS CONTRA PROFESSORES EM MANIFESTAÇÃO NA PRAÇA DA LIBERDADE

Professores feridos foram atendidos no HPS

Professores resistem e arrancam negociação


Polícia tucana usa força contra manifestantes


Greves se expandem em Minas


Corre-corre, confusão e gritaria. Assim foi marcado a inauguração do relógio regressivo dos mil dias para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (16). A polícia e os professores grevistas, que realizavam manifestação no local, entraram em confronto.
Durante a briga, tiros foram disparados e bombas de efeito moral lançados contra a multidão. Diversos manifestantes, inclusive mulheres e idosos, foram atingidos. Segundo os grevistas, um professor foi cruelmente espancado pelos militares. Ele teria sido socorrido e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
O tenente-coronel Alex Souza, do Batalhão de Eventos, admitiu que a situação fugiu do controle e, por isso, tiveram que usar a força. Conforme ele, a briga entre os PMs e os grevistas teve início após um professor jogar uma bomba caseira em direção aos PMs. "Infelizmente tivemos que usar bomba de efeito moral e spray de pimenta para controlar a situação", contou o tenente-coronel.
No entanto, de acordo com os professores, a manifestação estava ocorrendo de forma pacífica quando alguns integrantes da categoria começaram a ser agredidos.
A professora Marta Reis, de 56 anos, que há 15 leciona biologia em uma escola pública, se revoltou com a situação, principalmente após ser atingida por uma bala de borracha na região da barriga. "Ninguém tinha agredido ninguém quando eles partiram para a truculência. Professor não é cachorro e merece respeito", disse.
"Estavamos apenas pedido o cumprimento da lei federal, que estabele um piso salarial para os professores, quando a polícia partiu para a violência", declarou o professor Cláudio Marques, de 39 anos. Ele confessou que adora dar aulas, mas que discorda da maneira como o Estado trata o profissional da educação, que nivela os salários excluíndo as especializações.
Segundo os grevistas, cerca de 8 mil professores participaram do ato. Mas balanço da polícia dava conta de que 2 mil manifestantes estavam no local.
Durante o ato, eles gritavam palavras de ordem como: "Abaixo a represão, polícia é pra ladrão" e "Não é mole não. Tem dinheiro pra Copa mas não tem pra educação".
Durante a solenidade de inauguração do relógio, estavam presentes o governador Antonio Augusto Anastasia, seu vice, Alberto Pinto Coelho, além do prefeito Marcio Lacerda, do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do secretário da Copa, Sérgio Barroso e do senador Aécio Neves.
Os professores garantiram que não retornam as salas de aula até a próxima assembleia que será realizada na terça-feira (20). Mesmo com a decisão da Justiça, que determinou a ilegalidade da greve, sob o risco de multa que pode chegar até R$ 600 mil, eles afirmaram que não retornam ao trabalho na segunda-feira (19), como decidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O Batalhão de Choque da Polícia de Minas Gerais lançou bombas de efeito moral para afastar um protesto de professores em greve durante a cerimônia em que foi lançado em Belo Horizonte, na sexta-feira, um relógio com a contagem regressiva de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014.

Um grupo de professores da rede estadual de ensino, que está em greve há mais de 100 dias cobrando aumento de salário, chegou até mesmo a se acorrentar pela manhã a um poste em frente ao Palácio da Liberdade, mas foi convencido a deixar o local por mediadores antes da cerimônia de lançamento do relógio.
Os manifestantes, no entanto, continuaram no entorno do palácio, gritando palavras de ordem contra o governador Antonio Anastasia (PSDB), e os policiais utilizaram bombas de efeito moral para empurrar a manifestação para uma barreira afastada do local do evento.
O governador Anastasia, o prefeito da capital, Márcio Lacerda (PSB), o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira, foram os responsáveis por acionar o relógio, que ficará na Praça da Liberdade, em frente ao palácio.
A greve dos professores se soma à paralisação dos operários das obras de reforma do estádio Mineirão para a Copa, que entrou no segundo dia nesta sexta apesar da visita da presidente Dilma Rousseff ao local para marcar a data de mil dias para o Mundial.
Dilma, que não participou do evento no Palácio da Liberdade, também ouviu gritos de protestos de funcionários dos Correios, que estão em greve nacional há três dias, após um discurso na prefeitura em que anunciou investimentos para o metrô de Belo Horizonte. (Com o Hoje em Dia/Correio Progressista/SindUti)