Em Assembléia Geral no dia 16 de março, os Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação da Rede Municipal de BH deflagraram uma greve como forma de romper a ausência de diálogo da Prefeitura Municipal no que tange às reivindicações da categoria.
Eles lutam por um reajuste salarial de 22,41%, além de isonomia salarial e funcional entre as professoras da educação infantil, e dos técnicos com os demais auxiliares.
Há dois anos a categoria não conta com um reajuste salarial, e o governo municipal tem se utilizado de abonos que não são incorporados às demais conquistas trabalhistas, como férias e décimo - terceiro. A exemplo da precária condição de trabalho dos companheiros do Estado, a PBH promove o desmonte de direitos históricos adquiridos através da luta de várias gerações de trabalhadores e trabalhadoras em educação belo-horizontinos.
A greve, instrumento legítimo dos trabalhadores, é a única forma de fazer com que a PBH/SMED acorde para o resultado desta política nefasta: o adoecimento da categoria, o fim da autonomia dos trabalhadores, arrocho salarial, divisão dos trabalhadores com salários e planos de carreira diferenciados no interior das escolas, enfim, uma política anti-popular que deve ser combatida e derrotada na Rede BH.
Dia 23 de março os companheiro(a)s decidirão os rumos do movimento de acordo com a resposta da PBH às suas reivindicações. A greve se espalhou rapidamente, e os mandatários de plantão se dão conta da força desta aguerrida categoria.
A INTERSINDICAL/MG está presente na construção do movimento, e seguimos juntos àqueles que realmente proporcionam aos jovens desta cidade o legítimo acesso à educação e à cultura, mas que recebem do poder administrativo apenas o descaso e a omissão perante suas reivindicações.
EDUCAÇÃO NA RUA, LACERDA A CULPA É SUA!
INTERSINDICAL/MG – INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA
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